segunda-feira, 29 de maio de 2017

Quatro marcas ao longo dos seus 45 anos de história

Marcas da TV Sergipe ao longo da história.
Foto: Divulgação/TV Sergipe.

Publicado originalmente no site Portal Intelectual, em 04/11/2016.

Quatro marcas ao longo dos seus 45 anos de história.

A mais recente representa a modernização da emissora com a chegada do sinal HDTV.

O atual símbolo que marca a identidade visual da TV Sergipe é o quarto na história da emissora desde a sua fundação, em 1971. O primeiro, criado pelo artista Antônio Nóia e que tinha como elementos gráficos um cangaceiro e o número quatro, em referência ao canal, nunca foi ao vídeo.

A segunda marca trazia o nome do canal, acompanhado de um desenho formado por três letras “esse” entrelaçadas, lembrando uma flor. A terceira foi uma evolução da segunda. A marca, idealizada em 1997, ganhou linhas de design mais marcantes e cores – vermelha, verde e azul – alusivas ao RGB, abreviatura do sistema de cores aditivas que permite a reprodução analógica de cores em dispositivos eletrônicos como monitores de TV.

Desde 1º de março de 2010, a TV Sergipe tem uma nova marca, criada para representar a modernização da emissora desde o início da transmissão em HDTV, a TV em alta definição. Desenvolvida pelo Departamento de Videografismo, ela está nas vinhetas de programação, telejornais e em todo projeto visual, que inclui canoplas de microfones, veículos, estrutura física e material gráfico.

O processo de criação do novo símbolo de identidade visual da TV Sergipe foi iniciado em julho de 2009, a pedido da direção da emissora, pelo artista gráfico Wadson Rodrigues, responsável pelo videografismo da TV e que tem no currículo passagens pela extinta TV Manchete e TV Globo, onde trabalhou com a equipe de Hans Donner.

Um mês e meio depois, dois projetos de marcas foram elaborados. Um, em que a antiga marca ganhava um redesenho, uma espécie de evolução natural. Outro, totalmente renovado, em que a marca seria completamente reformulada, seguindo o padrão Globo. Após a aprovação do segundo modelo, o símbolo ganhou “vida”, testes internos para vinhetas, simulações para cenários e, em parceria com o Departamento de Marketing, desenhos de produtos gráficos.

A marca tem hoje uma textura platinada e novas cores e segue o modelo “arco-íris”. Tem a letra ‘esse’ estilizada, em referência à primeira letra do nome da emissora. O ‘esse’ corta a marca de cima a baixo, adicionando curvas a um círculo platinado. O mesmo efeito é conferido ao nome ‘TV Sergipe’ que, no entanto, segue o mesmo desenho da marca anterior.

Desde a mudança do símbolo, também foram alteradas outras marcas a ele ligadas, como a da Copa TV Sergipe de Futsal e do Desafio TV Sergipe de Natação.

Fonte: Rede Globo.

Texto e imagens reproduzidos do site: portalintelectual.com.br

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Conheça Andréia Sadi, a repórter da GloboNews

Foto: Arquivo pessoal.

Publicado originalmente no site do Diário Gaucho/Aqui Entre Nós, em 28/05/2016.

Conheça Andréia Sadi: a repórter de política que está roubando a cena em Brasília e na telinha.

Uma frase sua bombou tanto, recentemente, que virou vinheta da GloboNews:
"Tenho informação do que você quiser. O que você quer saber?"

Por Flávia Requião

Ela entrou na GloboNews em setembro de 2015, mas a crise no cenário nacional fez Andréia Sadi conquistar o seu espaço aos 29 anos, entre jornalistas veteranos que respiram política há muito mais tempo. É um rosto novo — de traços fortes — que surge em meio a colunistas e comentaristas pra lá de experientes.

Mas Andréia não se intimida: em suas entradas, a repórter chama a atenção não só pela sua presença marcante, mas pela segurança ao falar sobre assuntos como delação premiada, impeachment e por aí vai. Recentemente, uma frase sua ganhou repercussão e acabou virando vinheta da GloboNews.

— Tenho informação do que você quiser. O que você quer saber? — lascou ela no ar, no Jornal Das Dez.

Direto de Brasília, onde mora, essa paulista conversou com a coluna sobre o seu momento profissional e mostra por que é a nova querida dos telespectadores —  até de quem nunca gostou de política.

Aqui Entre Nós — Como você vê esse seu destaque nos últimos meses, na telinha?
Andréia Sadi  — Eu trabalho em um canal de notícias 24 horas. Como a crise política se acentuou, a gente, que está na linha de frente da reportagem, acaba aparecendo de hora em hora. Acho que é por isso, não tem como ser diferente.

Aqui — Você fala sobre política com muita segurança. De onde vem essa familiaridade com o assunto?
Andréia — Comecei a cobrir Brasília pelo site Ig, em 2010, fui repórter-carrapato da Dilma na campanha dela. Em 2011, fiquei quatro meses no G1 e, logo, fui para a Folha de S.Paulo acompanhar os bastidores do Congresso. Aí, passei para a coluna Painel do mesmo jornal, de 2011 até 2013, cobrindo Brasília e os três poderes, executivo, legislativo e judiciário. Em 2014, quando voltei para a reportagem, na Folha, tinha essa visão 360º. E, aí, em setembro de 2015, fui para a GloboNews.

Aqui — Na época, não tinha experiência em televisão?
Andréia — Nenhuma! Quando pisei na Redação, fiz o meu primeiro vivo (ao vivo). Comecei segurando o papel na mão, pra me dar segurança. Mas aí, fui me dando conta: "Pô, eu apurei, os nomes, sei todos, cruzo com todos diariamente". Dois meses depois, larguei o papel. Me sinto mais segura sem, "cê" acredita? Política é um tema difícil, eu preciso entender para poder explicar para as pessoas. E, aí, são muitos legais os comentários que eu recebo: "Com você, eu entendo por que esse personagem é importante", ou "Você aperta a tecla sap pra nós".

Aqui — E como é a troca com a veteranada?
Andréia — Ah, a Renata (Lo Prete, apresentadora e comentarista de política da GloboNews) é a melhor jornalista do país, ela é fantástica! Gosto de observar, sou muito viciada na GloboNews. E a gente troca bastante nos bastidores.

Aqui — Se adaptou à vida em Brasília?
Andréia — Me adaptei, mas amo São Paulo, a minha família inteira ficou lá, e o meu marido (Paulo Celso Pereira) é do Rio. Ele é coordenador de política do jornal O Globo aqui, em Brasília.

Aqui — Em casa, então, rola expediente extra?
Andréia — Mais ou menos. Eu brinco que, lá em casa, é dormindo com o inimigo. Somos do mesmo grupo, mas de veículos distintos. O que eu apuro, não conto nada! Mas adoramos política e jornalismo. Então, é complicado (risos).

Aqui — Você tem alguma ligação com a gauchada?
Andréia — Esse bairrismo de vocês me encanta! Eu, por exemplo, sou de origem árabe, gosto desse negócio de quem tem raiz. Há muitos gaúchos em Brasília, tenho vários amigos que são daí.

Aqui — No auge da cobertura política, você lançou uma frase ao vivo que repercutiu: "Renata, tenho informação do que você quiser. O que você quer saber?". A gente, do outro lado da telinha, ficou só pensando: "Nossa, essa confia no taco! No meio só de comentaristas feras". Bombou a sua frase.

Andréia —(risos) Sim! Eu tinha começado a trabalhar às 8h do dia anterior, estava direto na cobertura e iria abrir o Jornal Das Dez (das 22h). Foi quando pensei "Meu Deus, por onde vou começar?". Era sobre o termo de posse do Lula, a Renata me chamou, e saiu essa. Mas o que eu tentei falar com aquilo era: "Por onde eu começo?". Depois, ainda comentei com a Renata, ela deu risada e disse que ficou espontâneo. Mas acabou virando vinheta, teaser (chamada) da GloboNews (risos).

Texto e imagem reproduzidos do site: diariogaucho.clicrbs.com.br

sábado, 18 de março de 2017

Reinaldo Moura



Reinaldo Moura, ao lado do cantor Jorge Luiz da Silva, na frente da Rádio Jornal de Sergipe, quando a mesma funcionava na Avenida Barão de Maruim.

Além da rádio Jornal, Reinaldo apresentava o programa Sábado Geral, na TV Atalaia, canal 8, onde Jorge Luiz mostrou algumas de suas músicas.

Foto e informações de legenda, reproduzidas do blog:
jolusi.blogspot.com.br

quarta-feira, 15 de março de 2017

Gilvan Fontes, o comunicador



Imagens postadas por MTéSERGIPE, para ilustrar
o presente artigo. Fotos/Reprodução/Créditos:
F/1 - reproduzida do site: a8se.com/tv-atalaia
F/2 - reproduzida do site: YouTube.
F/3 - Apoena Produções/YouTube.

Publicado originalmente no site Lagarto Net, em 03/09/2013.

Gilvan Fontes, o comunicador.
Por Domingos Pascoal *

“Ah! Itaporanga, o alarido dos longes
que compõe minha vida chega daí.
Afinal, de Ti herdei minha alma.”
(Danilo Sampaio).

O menino, vindo de Itaporanga d’Ajuda, fincou pé na comunicação e dela fez sua profissão de fé, esperança e amor, uma vida dedicada à sociedade sergipana há mais de cinquenta anos.

A sua paixão pela difusão da palavra começou cedo, quando criança, influenciado pelo seu pai, ouvinte assíduo das rádios Nacional e Tupi. Voava alto nos devaneios de também ser um dia um comunicador de sucesso. Era tanta a sua vontade que, ainda menino, construiu, nos fundos de sua residência, uma pequena casa de madeira, materializando, ali, um ambiente radiofônico, que sequer conhecia direito, como sendo sua rádio emissora, a transmitir para a vida e para o futuro, através das ondas da fantasia, o sonho acalantado.

Logo veio morar em Aracaju, o que, de certa forma, o colocou mais próximo do seu objetivo, pois algumas emissoras nasciam e o destino foi conspirando para a concretude de sua ideia, muito difícil no início, mas, com sua persistência, o êxito almejado tornou-se um fato.

Morando na capital, não deixou de voltar à sua Itaporanga e, toda sexta-feira, impreterivelmente, viajava para cumprir uma missão que amava: anunciar os filmes em cartaz no cine de sua cidade, bem como, “irradiar” os eventos religiosos. Eram momentos gloriosos que justificavam qualquer sacrifício, até mesmo o de carregar, nos próprios ombros, o amplificador que levava do cinema até a Igreja e o trazia de volta, com todos os cuidados, após os trabalhos, devolvendo ao final dos anúncios para que, no outro fim de semana, lá estivesse para nova festa de anunciação cinematográfica e religiosa.

Entre o final da década de 50 e início dos anos sessenta, conheceu o hoje também decano do Rádio sergipano, Jairo Alves de Almeida, da Rádio Jornal, que o incentivou mais ainda. Tanto era o seu esforço e a sua boa vontade, que foi convidado pelo Pe. Souza para fazer um teste na recém-criada Rádio Cultura, lamentavelmente não foi aprovado. Raimundo Luiz, à época, disse que ele tinha que treinar mais e, retornasse em outra oportunidade. Mas, efetivamente, a realização do seu sonho só veio acontecer mesmo em 1963, pelas bondosas mãos do decano da imprensa sergipana, o jornalista João Oliva Alves que, dada a afinidade com o seu pai, o convidou a trabalhar na Rádio Difusora de Sergipe PRJ6 de Aracaju, “uma radiola em seu lar”, onde trabalhou como discotecário até chegar ao que de fato queria ser: locutor. E, a partir de então, nunca mais abandonou o rádio.

Com advento da televisão, no inicio da década de setenta, foi guindado para esse novo formato de comunicação, que transmitia não somente o áudio, mas também a imagem. Convidado, não hesitou em aceitar, contratado para ler, ao vivo, os anúncios comerciais da Rede Tupi de Televisão, pois, naquele tempo, não havia as formas para a gravação de tais comerciais, era tudo ao vivo (não a cores, é claro). Depois, mudou de função de ledor de comercial para repórter de rua. Como não havia os modernos equipamentos, usavam câmaras CP que filmavam, depois os filmes seguiam para o laboratório para revelação, editoração e montagem da fita, para que somente depois pudessem ser exibidos.

Porém, quando as coisas são bem feitas e com amor, o destino conspira em seu favor e, por linhas tortas, oferece as oportunidades. Pois eis que o apresentador do Jornal Telenotícias, Demerval Gomes, ficou doente e, não podendo comparecer ao trabalho, abriu caminho para que ele, como única pessoa habilitada, pudesse substituí-lo e imprimir o seu talento em mais esta frente, embora nunca tivesse apresentado um jornal televisivo, pois era apenas repórter de rua. Na verdade, ele foi “intimado” pelo diretor da televisão, Sérgio Gutemberg, que disse: Gilvan, se prepare, pois você vai apresentar o Jornal… E, assim nasce uma história…

História de sucesso do rádio e da televisão sergipana, brasileira e, naturalmente, desse menino sonhador, que fez e faz sempre o seu melhor. Essa sua forma sempiterna de levar aos nossos lares a informação, complementam os nossos dias e as nossas expectativas.

Trabalhou, desde então, em quase todos os veículos de comunicação de Aracaju, com destaque para a TV Sergipe, aonde chegou, ainda, na fase experimental da emissora e, por lá ficou durante 27 anos. Atualmente, é o apresentador do principal jornal da TV Atalaia, onde se sente muito bem e vem, como sempre, fazendo um belo e elogiável trabalho. Parabéns, cinquenta anos ainda é pouco para quem faz o que gosta e gosta do que faz. Avante! Há muito o que ser feito para aqueles que sonham sempre um sonho novo em busca de um território de amor e de completude.

*Domingos Pascoal de Melo, membro da Academia Sergipana de Letras.

Texto reproduzido do site: lagartonet.com/2013/09/03/gilvan-fontes
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Curtidas e comentários no post do Facebook/MTéSERGIPE.

That's All - Gilvan Fontes - 50 anos de Jornalismo (17/08/2013)

Conheça os bastidores da TV Atalaia! - Você em Dia

domingo, 5 de março de 2017

Entrevista com Boni



Publicado originalmente no site da Revista Istoé, em 03.03.2017.

José Bonifácio de Oliveira Sobrinho.

"Estão errando nos telejornais".

Por Eliane Lobato.

A sala de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, 81 anos, o Boni, revela seus focos. Uma tela permanece ligada na TV Vanguarda, uma afiliada da Rede Globo no interior de São Paulo, da qual é dono e presidente. Ali também ficam espalhados livros, fotos de famílias e amigos e revistas da escola de samba Beija-Flor, na qual desfila. Uma enorme janela mostra o mar do Leblon, onde fica seu escritório, na zona sul do Rio de Janeiro, e acalma o espírito: é navegando em sua lancha que costuma desanuviar as tensões. Informações sobre São Paulo passaram a fazer parte deste ambiente desde que aceitou ser conselheiro da Secretaria Municipal de Cultural: “Eu largaria tudo o que estou fazendo para tocar o instituto de educação e cultura que o (prefeito João) Dória (PSDB) planeja criar”, diz. Também analisa a queda de audiência de programas como Jornal Nacional e Fantástico: 

“As reportagens estão longas demais”, diz.

O sr. teve queda de pressão durante este carnaval ?
Tive, mas já passou. Estou falando com você agora (quarta-feira 1º, 13h) da minha lancha, em Angra (dos Reis, no estado do Rio), onde estou pescando e bebendo cerveja. Quer coisa melhor do que isso?

Qual é a sua opinião sobre os acidentes com carros alegóricos nos desfiles da Marquês de Sapucaí, no Rio?
Acho que o reaproveitamento de carros alegóricos, devido ao corte nos orçamentos das escolas, em geral, pode propiciar coisas assim. Sugiro duas ações importantes: que seja obrigatório um laudo técnico de engenheiros para cada carro que for desfilar e que estes carros tenham freio, o que não existe. Vale lembrar que eles não são dirigidos por motoristas, porque não existem motores, e sim por manobristas e empurradores. Ou seja, são movidos por empurrões, sem possibilidade de freios.

O sr. sugere alguma outra mudança no carnaval do Rio?
Eu consegui este ano uma coisa importante: derrubar a passarela da televisão no Sambódromo, que foi colocada abaixo e teve outra provisória, mais alta. Também conseguimos reduzir de 82 para 75 minutos o tempo de apresentação. Falta mudar o Sambódromo, que tem recuo de bateria errado, tinha que estar no meio e não no fundo. Mas isso não dá para consertar. O (arquiteto Oscar) Niemeyer (1907-2012) pegou o Sambódromo de madeira, que era um porcaria, e passou para esse de concreto (inaugurado em 1984), igual. Ele não teve tempo de conversar com as pessoas das escolas, saber como funciona. Fez isso porque o (Leonel) Brizola (1922-2004) era governador e tinha pressa, mas não deu certo. Então, a ideia é fazer um novo Sambódromo, na Barra da Tijuca talvez. Parece um absurdo, mas é necessário.

Os produtos culturais estão em transformação. A revista americana “Vanity Fair” disse que Hollywood caminha para acabar já que as pessoas não querem mais sair de casa para ver filmes. O sr. acha isso possível?
Acabar não, mas vai modificar. Em vez de produzir filmes de duas horas, talvez Hollywood tenha que produzir de 30 minutos, ou capítulos de seis minutos para aplicativos. Mas os grandes provedores de informação e entretenimento, como o “New York Times”, o “Washington Post”, a “TV Globo”, vão continuar existindo. O que vai mudar é a distribuição e o espaço. E os eventos permanecerão na TV aberta, como jogos de futebol, Olimpíada, novela.

Por que programas jornalísticos, como o Jornal Nacional, registram queda de audiência?
Estão errando. Nos Estados Unidos, os telejornais são diários oficiais. O sujeito viu algo na internet, mas ele não confia totalmente, quer ter certeza se é verdade e busca a televisão. Aqui, o cara assiste o JN na intenção de saber o que aconteceu na greve do Espírito Santo, mas a reportagem entrevista um sujeito envolvido, a mulher que estava não sei onde, a filha da mulher… O espectador não aguenta. Ele só quer saber se é verdade ou não. O JN teria que ser hard news, diário oficial, só para confirmar. A opinião e o aprofundamento da notícia ficariam para outros produtos, como o Jornal da Globo, que não devia ser tão tarde, e programas de entrevistas, que estão faltando. Sabe qual é o problema? Perderam o ponto final. Isso acontece também com o Fantástico, que começa uma reportagem e não termina mais. Não pode pegar o assunto da seca e terminar em quem é São Pedro.

Por que estabeleceram este padrão?
Para encher linguiça. A matéria mais longa ocupa espaço mais barato. Mas cansa o cara que assiste. Nosso telejornal especula a notícia até o fim, está errado. Isso deve ser feito em outro horário. O número de assuntos tem de ser maior e a apresentação mais rápida. O melhor jornalista não é o especialista em determinado assunto, é o que escreve ou apresenta o maior número de assuntos. Os jornais americanos têm um apresentador só. Sabe por quê? Para evitar sorrisinhos, perda de tempo. Não tem matéria sobre o (Donald) Trump que chegue a falar se ele pinta o cabelo, se engoma, quem é o cabeleireiro dele. Não dá para fazer esse troço, não dá.

O Boninho, seu filho e diretor de programas da Rede Globo, ousou ao trocar o carismático Pedro Bial por um novo apresentador, o Tiago Leifert, no comando do Big Brother Brasil. O sr. aprovou esta mudança?
Acho que a TV Globo está fazendo um esforço muito grande de renovação, e tiro o chapéu para isso. Agora, não impede de eu olhar tecnicamente. O Tiago está se dando bem, mas acho que aquele lugar é para alguém mais velho e experiente, que inspire o psicólogo amigo, o paizão. O Bial encarnava isso muito bem. O Tiago é novo para ser paizão da turma. E ficou faltando a poesia do Bial.

Seu filho aceita bem as críticas?
Quando nos encontramos, não falamos sobre críticas ou elogios. De vez em quando, eu brinco com ele, que está na faixa dos 55 anos: ‘Boninho, quando eu tinha 37, já era diretor dessa coisa toda aí….’ Ele ri e diz: ‘Era outra época.’

O sr. continua trocando informações estéticas com amigas, como a apresentadora Marília Gabriela?
A Marília é minha amiga, e se cuida, como eu. Mas só eu tenho CRC, dado pelo Conselho Regional de Charlatanice (risos). Desde os tempos da TV Globo, eu era o ‘médico’ de plantão. Adoro medicina. Tudo o que faço em estética é com base nos exames de sangue. Se estou precisando de vitamina B3 ou magnésio, tomo os complementos. Não saio adquirindo todos os produtos caros do arsenal estético que existe hoje. Não quero fazer o xixi mais caro do mundo, quero só ter saúde e boa aparência. ‘Creminho’ não funciona, o que funciona são remédios. Para o cabelo ficar mais escurinho e não precisar pintar, por exemplo, eu tomo estimulante para melanócitos. Sou ‘branco pra diabo’, me exponho ao sol e faço limpeza da ceratose (lesão pré-maligna) depois. Saúde é o mais importante.

O sr. tem medo de morrer?
Não. Até já inventei minha morte por acidente e meu velório era um Gurufin (funeral festivo na cultua negra) na Cidade do Samba (no Rio). Fiz um capítulo sobre a minha morte no livro Unidos do Outro Mundo (Estação Brasil). Gosto de Gurufin, mas não tenho intenção alguma de morrer.

Como avalia a experiência de conselheiro da secretaria Municipal de Cultura de São Paulo?
É muito bom trabalhar com um comandante de verdade, um líder não ditatorial. O Dória (João Dória Jr., prefeito de São Paulo) tem esse comando forte e essencial. Ele está oferecendo um modelo para o País, um conceito de administração que recuperou a questão de urgência. Estou muito entusiasmado.

Por quê?
O Brasil vive uma democracia que é inteiramente errada. Uma presidência de coalizão – não é presidencialismo liberal e nem parlamentarismo. Não acho que seja ideal, o País fica refém dos partidos, que são em número absurdamente grande. Nós fizemos um País primário, ideologicamente republicano, mas na prática é feudal, vive preso a diferentes feudos. Entendo, neste modelo, que o governo atual tenha que nomear um ministro da Saúde que não tem nada a ver com saúde. Precisamos de reformas urgentes. Junto com a Lava Jato, temos que limpar este país, e começar de novo. Eu acho que o Dória representa essa ideia de um País onde os assuntos são resolvidos de um jeito moderno, rápido. Então, quero colaborar com ele. Brinco dizendo que a única incompetência dele é ser santista…

Há novidades sobre questões polêmicas como a mudança de local da Virada Cultural Paulista e a cobertura dos grafites?
Sim. A Virada não será mais realizada em um local só; será em vários bairros e não haverá mais shows com cachês altos – o que vai gerar uma economia de 80% a 90% nos custos. A ideia é dar palcos para pessoas novas se apresentarem, expor o que a cidade tem: a orquestra sinfônica de São Paulo, a de Guarulhos, as bandas locais e os grupos teatrais experimentais. Sobre os grafites, entendo que houve um erro de comunicação aí. Se dependesse de mim, mandava chamar todos os grafiteiros, diria que os lugares que estavam com os desenhos descascados não poderiam ficar assim, e perguntaria se os próprios autores gostariam de refazer. De baixo para cima, entende? A intenção de livrar a cidade dos pichadores é fundamental porque eles depredam o patrimônio público. Mas o que mais me fascina nada tem a ver com polêmicas.

O que é?
Tem um projeto excepcional de um grande centro de educação voltado para a cultura, na linha do museu Smithsonian (Washington, EUA, criado em 1840). A base é ter um museu aberto com todas as atividades artísticas e culturais, escolas de formação, com certificados e não diplomas. Sem vestibular, basta ter talento. Com cursos de habilitação para teatro, balé, restauradores de pintura, música popular e clássica. Eu largaria tudo o que estou fazendo para tocar esse projeto. Não posso falar muito, mas deverá chamar Instituto Paulista de Cultura. O Smithsonian nasceu com um lema que eu concordo: cultura não é produzir alguma coisa; é massificar a informação. Eu vim de classes muito baixas e sei o valor de encontrar portas abertas, ter acesso.

Texto e imagem reproduzidos do site: http://istoe.com.br

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

TV Atalaia: um marco na história da imprensa sergipana

Manchete do jornal Gazeta de Sergipe, 
anunciando a nova emissora de Sergipe.
Foto: Reprodução IGHS.

Primeiros equipamentos da emissora.
Foto: Reprodução.

TV Atalaia sempre foi marcada pela modernidade.
Foto: Reprodução/Sérgio Ferreira.

Modernos equipamentos digitais.
Foto: Sérgio Ferreira.

Publicado originalmente no site do Poral A8 SE., em 17/05/2010.

TV Atalaia: um marco na história da imprensa sergipana.

Redação Portal A8.

Ao meio-dia de 17 de maio em 1975, entra no ar a primeira emissora local das regiões norte-nordeste do Brasil, a transmitir a sua programação totalmente colorida: a TV Atalaia! Um presente para a população sergipana no Dia Internacional das Comunicações.

Projetando inicialmente somente barras e luz, momentos depois, surgia ao vídeo, o radialista Carlos Mota apresentando a emissora, fundada pelo ex-governador Augusto Franco e estando hoje à frente, o empresário Walter Franco.

Equipada com aparelhagem para transmissão, no dia de sua estréia, a TV Atalaia não teve nenhum programa em preto e branco, revelando o seu primeiro diferencial, ganhando conceito a partir do primeiro momento. Tudo feito com muito suor e o público mostrou que todo o sacrifício valeu a pena até hoje.

Na programação de estréia foram apresentadas as principais atrações como o Repórter 08 conduzido pelos jornalistas Sergio Gutembergue, Jorge Gonçalves, Alberto Montalvão e Antônio Vieira.
E como esquecer do programa "Nosso Mundo Infantil" apresentado por Nazaré Carvalho, que eternizou o apelido de "Tia Nazaré". No "Sábado Geral", a TV Atalaia levava para a casa dos sergipanos, quadros culturais, de entretenimento, entrevistas e informação, apresentados por Hilton Lopes, João de Barros e Jorge Araujo.

Reportagens dos jornais Gazeta de Sergipe e Jornal da Cidade, registraram que a venda de televisores a cores na época triplicou com o surgimento da emissora. A TV Atalaia tornou a vida dos sergipanos colorida.

Um dos primeiros funcionários da emissora, o técnico Paulo Antônio, mais conhecido pelos seus colegas como "Seu Paulinho" relata que o surgimento da televisão foi um grande marco para os telespectadores.

"Imagina só, antigamente só existia apenas uma emissora local e em preto e branco. Aí aparece a TV Atalaia, uma nova estação com uma programação local pra lá de interessante com programa infantil, noticiários apresentados por grandes jornalistas da época que até hoje fizeram a diferença e todo o potencial que a nossa televisão existe até hoje", concluiu.

Texto e imagens reproduzidos do site: a8se.com/sergipe

sábado, 3 de dezembro de 2016

Repórter Lilian Fonsêca

Lílian Fonsêca/via Instagram.

"E quando a altura não te favoreceu e você precisa entrevistar alguém "um pouco mais alto", o que fazer?! Claro que não vai se desesperar, é só pegar o "banquinho" e tá tudo certo! Ah! Agradeço ao Deputado Georgeo Passos a compreensão!". (Lilian Fonsêca).

Foto e Legenda reproduzidos do Facebook/Lilian Fonsêca.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

História da Televisão em Sergipe

Imagem simplesmente ilustrativa, postado por Imagem da TeleVisão.

TV em Sergipe
Por Felipe Freire.

A partir da metade da década de 60 a TV Tupi era a única emissora assistida nos lares Sergipanos, fato possível através da captação do sinal franco vindo de Recife.

O responsável em colocar Sergipe na rota do desenvolvimento da comunicação foi Irineu Fontes representante de Rádios e Radiolas, que ao retornar de uma viagem a São Paulo sentiu de perto o fascínio que a TV causava nas pessoas.

Não demorou muito para que em 1965, na gestão do Prefeito de Godofredo Diniz Irineu Fontes, Irineu convencesse o Prefeito a destinar a verba para compra da antena a ser instalada no alto do morro do Urubu, zona norte da cidade, marco inicial das transmissões de TV em Sergipe.

Com os avanços tecnológicos e interesses de grupos empresariais do comércio local que enxergavam o potencial de mercado que a TV produzia fora do estado, investiram no projeto de Nairson Meneses funcionário da TV Excelsior  que desde 1959 pretendia através da Assembleia Legislativa implantar uma estação de TV em Sergipe, mas retorna para São Paulo por não vencer as eleições.

Com 900 ações vendidas o grupo de empresários lança o projeto da primeira emissora de TV de Sergipe e conseguem êxito, pois em 1967 é realizada a primeira transmissão da TV Sergipe sendo a primeira emissora montada com equipamentos produzidos no Brasil. Como não havia mão de obra especializada, foram utilizados operadores com experiência no rádio e cinema.

Outra a filiada da TV Tupi foi a TV Atalaia fundada em 1975 foi a pioneira na transmissão em cores no Norte/Nordeste, no estado a transmitir sinal pelo sistema digital e do Nordeste a exibir telejornais locais em alta definição (HD).

Até a década de 80 em Sergipe possuía duas emissoras de TV de formato comercial, mas em 1985 surge à primeira TV pública do estado, a TV Aperipê. Em 1997, a TV Canção Nova foi fundada após a aquisição da concessão e equipamentos da antiga TV Jornal.

Foi outorgado para a cidade de Barra dos Coqueiros o Canal 15, geradora de caráter educativo que ainda não está no ar. Para Aracaju a próxima geradora comercial que ainda está em concorrência será no Canal 46. Em 2007 foi aberto pelo Ministério das Comunicações o novo edital para mais uma emissora aberta em Aracaju com o valor mínimo de 2,5 milhões.

EMISSORAS EXTINTAS

TV JORNAL: foi criado em 1987 com transmissão da Rede Manchete sendo umas das primeiras do Nordeste. Em 1993, passou a transmitir a Bandeirantes após dez anos os donos da emissora João Alves e Maria do Carmo anunciaram a venda da TV Jornal à TV Católica Canção nova.

ATALAIA NEWS: Transmitida pela LIG TV atual NET, o canal exibia matérias da TV Atalaia em programas reduzidos pela própria emissora, foi a emissora que passou menos tempo no ar, com a programação exibida ao público no curto período de dois anos (2001-2003).

TV CAJU: É o segundo canal de televisão local por assinatura, chegou a ser filiada à Rede Diário. Sua programação era totalmente focada em conteúdo local. Em 2013 encerrou suas atividades. (2001-2013)

EMISSORAS NO AR

TV SERGIPE

Criada em 1971 foi a primeira emissora do Estado. Canal 04 VHF (TV Tupi – Aratu – Globo)

TV ATALAIA

Inaugurada em 1975 foi a segunda emissora de TV criada em Sergipe. Canal 08 VHF (TV Tupi – Bandeirantes – SBT – Rede Record)

APERIPÊ TV

Primeira emissora pública de Sergipe fundada em 1985. Canal 02 VHF (TVE – TV Cultura – TV Brasil)

TV Canção Nova

Criada em 1997, a antiga TV Jornal, é uma das poucas emissoras sergipanas dedicadas a programação local. Canal 13 VHF (Canção Nova)

TV Gênesis

O canal está autorizado como educativa e não há previsão para que entre no ar. Canal 15 VHF (Rede Gênesis)

EMISSORAS POR ASSINATURA

+TVC

Criada em 1998 foi o primeiro canal local de televisão por assinatura de Aracaju e a primeira emissora sergipana de conteúdo totalmente local. Em 2006 tornou-se filiada da Rede TV, mas em 2013 retornou a ser totalmente local.

TV Alese

Criado em 2004 o canal da Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe desde sua fundação busca o interesse de uma concessão para TV aberta, mas as tentativas foram rejeitadas pelo ministério das comunicações.

Texto reproduzido do blog: rtvsergipe.wordpress.com